AULA 26– Multiculturalismo, hibridismo e globalização: o “resto” do mundo somos nós?

Texto: “O cosmopolitismo do pobre” (Silviano Santiago) menlibayeva_2011web_the_phoenix Aqui, a discussão propõe experimentar o olhar não-eurocêntrico para as artes, de modo que possamos discutir o olhar multicultural e repensar o lugar do terceiro mundo. Problematizo a forma como certos trabalhos são reduzidos, no contexto internacional, ao viés do exótico (Beatriz Milhazes, artista brasileira contemporânea mais reconhecida no mercado internacional,que muitas vezes é valorizada pelos estrangeiros pelas cores e formas exuberantes, em lugar de situarem-na numa linhagem de abstração geométrica; ou o cinema de Bollywood, com sua narrativa peculiar). Em seguida,mostro o multiculturalismo como possibilidade de resistência (exemplos:  as fotografias feministas da iraniana Shirin Neshat; o resgate das lendas locais na obra do artista do Casaquistão Almagul Menlibayeva; o radicalismo cinematográfico do tailandês Apichatpong Weerasethakul, que não faz questão de distinguir, em seus filmes, os domínios do real concreto e do mágico/espiritual).  shirin2 Para encerrar, resgatamos a  ideia de “cosmopolitismo do pobre”, do Silviano Santiago, aliada às “culturas híbridas” do Canclini, para pensar  o caráter transcultural e cosmopolita em certas culturas periféricas brasileiras: o resgate da cultura afro na Axé Music dos 80 (Madagascar Olodum, da Banda Reflexus), o funk carioca e seus sampleamentos anárquicos, e o tecnobrega paraense, misturando tradições culturais amazônicas (e ritmos caribenhos) com a tecnologia barata da música eletrônica.

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Sobre erlyvieirajr

Erly Vieira Jr (Vitória, 1977). Escritor, cineasta e pesquisador em audiovisual. Realizou os curta-metragens "Macabéia" (16 mm, 2000, co-dirigido por Virgínia Jorge e Lizandro Nunes), "Pour Elise" (35 mm, 2004), "Saudosa" (35 mm, 2005, co-escrito e co-dirigido por Fabrício Coradello), "Grinalda" (Mini DV, 2006), "Eu que nem sei francês"(Mini DV, 2008), "Avenca" (35 mm, 2009), "Silentio"(HD, 2010), e "O ano em que fizemos contato" (HD, 2010), "A mão tagarela" (HD, 2010) e "Pra casa agora eu vou" (HD, 2012). Seus quatro primeiros curtas estão reunidos no DVD "Algumas estórias" (2008). Publicou "Contraponto, Reta, Plano" (Poemas, 1999), "-sse" (contos, 2008) e Rodapés (crônicas, 2009). Co-organizou a antologia "Instantâneo", publicada pela Secult-ES em 2005, reunindo 38 escritores capixabas contemporâneos. É professor do Departamento de Comunicação Social da Ufes e do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGA-UFES). É Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ e Mestre em Comunicação, Imagem e Informação pela UFF.
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